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Mostrando postagens de maio, 2026

Frequência Espiritual

Na penúltima segunda-feira, dia 18 de maio de 2026, fui surpreendida por uma sensação profunda de vazio que me fez perceber, de forma muito clara, que talvez estivesse na hora de recalcular a rota e voltar para a igreja. Nos últimos tempos, minha frequência espiritual vinha sendo bastante rara e oscilava entre visitas ocasionais à igreja católica e ao centro espírita kardecista, mas, apesar de buscar respostas nesses lugares, eu ainda sentia que faltava alguma coisa essencial dentro de mim, como se eu estivesse constantemente tentando preencher um espaço que insistia em continuar desocupado. Pensando melhor sobre o meu passado, compreendi que o único lugar onde eu havia me sentido verdadeiramente acolhida, em paz e conectada espiritualmente de forma genuína foi na Igreja Quadrangular, um ambiente que acabou ficando para trás depois da minha última separação, quando fui deixando a rotina espiritual de lado e me distanciando de algo que antes me fazia tão bem. Naquele dia específico, o v...

Quando a visita deixa de ser bem-vinda

O texto de hoje é mais um desabafo do que uma observação sobre algo bom. Sabe quando pequenas situações vão se acumulando até você perceber que já não consegue mais ignorá-las? Foi exatamente assim que me senti neste fim de semana, depois de observar algumas atitudes que, por muito tempo, minha família fingiu não enxergar. Meus pais moram em outra cidade e eu costumo visitá-los de 15 em 15 dias. Cheguei lá na sexta a noite e passei um tempo com minha mãe na mesa da cozinha bebendo vinho e comendo algumas besteiras que eu tinha levado. Durante a conversa, ela comentou que, no fim de semana anterior, quando eu não fui visitá-los, eles receberam visitas e ela ficou muito estressada. Disse que meus tios não avisaram com antecedência, o que para mim já não é novidade. Mas dessa vez eles ainda levaram amigos, como se a casa dos meus pais fosse extensão da casa deles. Isso foi ainda mais desrespeitoso. No dia seguinte pela manhã estava com meu pai no pomar, enquanto comíamos tangerinas e mexe...

Quando as ideias não batem mais

Existem conversas que começam do nada e acabam revelando muito sobre quem somos. Outro dia, me perguntaram por que meu último relacionamento terminou. A resposta é profunda: nossos jeitos de ver a vida eram diferentes demais.  Não faltou carinho, mas chegou um ponto em que não dava mais para ignorar que a gente pensava de formas opostas sobre o mundo, principalmente sobre as dificuldades que as pessoas enfrentam na sociedade. No meu antigo relacionamento, isso causava animosidade. Eu acredito que nem todo mundo começa a vida com as mesmas chances e que existem barreiras reais no caminho de muitos. Já a outra pessoa achava que tudo dependia apenas do esforço de cada um. O problema é que essa diferença de pensamento não fica só na conversa; ela aparece nas escolhas do dia a dia e no modo de tratar os outros. Tentar manter uma relação assim cansa, porque você começa a abrir mão do que acredita para não brigar. Recentemente, passei por algo parecido conversando com uma profissional que...